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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

(Show) The Get Up Kids, Hateen, Horace Green (02/09/2017)



Fazia tempo que não escrevia aqui heim? Faculdade, trabalho e mil outras coisas não me permitiram escrever, mas venho deixar uma resenha sem saber quando voltarei a postar.
No último sábado, dia 2 de Setembro de 2017 rolou um show em São Paulo que eu preciso escrever sobre ele. No show reuniram-se 3 bandas que eu gosto, Horace Green, Hateen e The Get Up Kids, vamos falar sobre isso.




Horace Green: 




Conheci o Horace Green à algum tempo, adoro o EP madeira e o disco Jazz depois da meia-noite. O show dos caras foi animal, hardcore melódico de qualidade, mandaram muitos sons do álbum deles, e uma música que eu gosto muito do EP, o som “Ponta Porã” que eu entendo como sendo uma música que fala de bandas que influenciaram os caras a começar e a continuar a tocar.





Hateen:

O Hateen já é uma banda conhecida no cenário nacional, afinal que não se lembra de quando “Danger Drive” passou na MTV? Os caras subiram no palco e só mandaram música em inglês, ouvi dizer que isso é raro, digo que ouvi dizer pois acredite você essa foi a primeira vez que vi o Hateen ao vivo. Eu havia comentado com meu irmão que queria muito que eles tocassem muitos sons do disco Dear Life... e por sorte tocaram. Mandaram “Danger Drive”, “My Birthday” e “Mr. Oldman” e minha predileta “404 Not Found” além disso tudo, que para mim já valia o show, mandaram um cover de Sunny Day Real State que fez todo emo velho presente cantar em coro.

The Get Up Kids: 

Eu não sei nem como começar… Era 2000 e tantos quando meu irmão chegou com esse CD dessa banda chamada The Get Up Kids, nome estranho, banda diferente. Na época eu estava acostumado a ouvir Calibre 12, DZK, Gritando HC, não entendi o som direito. Anos se passaram e comecei a ouvir e desenvolvi um gosto tremendo pelo segundo disco dos caras “Something to Write home about” e por sorte eles arrebentaram de tocar músicas desse disco.

Os caras tem 20 e tantos anos de caminhada, já estão tiozões, bem diferente das imagens que eu vi da banda em fitas piratas compradas na galeria do rock. Subiram no palco sem frescura, e mandaram som atrás de som. Ao todo foram 22 músicas. O público que espera por eles a mais de 10 anos cantou do começo ao fim. VI marmanjo parecer adolescente, pulando uns sobre os outros cantando todas aquelas músicas que escutamos desde a adolescência. Que show foda, não tinha uma que não sabia um trecho, um refrão.

Abriram com “Holiday” emendaram em “I’m a Loner Dottie, a Rebel” e “Stay Gold, Ponyboy” e ainda outras tantas como “Woodson”, “Valentine”, “Forgive and forget”, “Action and Action”, “Red Letter day”, “Don’t hate me”, “Walking on a Wire”, os covers “Close to me” to The Cure, e “Beer for Breakfast” do The Replacements. No fim do primeiro bis os caras mandaram a música que eu mais gosto da banda “Ten Minutes” foi impossível ficar no chão, eu precisava gritar essa letra com todas as minhas forças. Ainda rolou mais um bis com com dois sons e finalizando com “Shorty”. 


Caralho, que show! Se você não conhece essa banda você perdeu a chance de vê-los e de pirar com esses sons, se você conhece e não foi só posso dizer que lamento, pois você vai se arrepender amargamente toda vez que seu iPod estiver no Shuffle e cair em um som do Get Up Kids.



PS: O jovem Mateus Pagalidis desapareceu após o show e foi encontrado na terça-feira e já não está entre nós, apesar de não conhece-lo imagino que era apenas mais um como nós, que queria curtir o show de uma banda que gostava, deixo aqui meus sentimentos à familia e que ele descanse em paz.


Fotos e texto: Wallace Nunes
Vídeo: Alexandre Kitamura.

sábado, 3 de dezembro de 2016

(Show) DESCENDENTS, Berri Txarrak, Direction (02/12/2016)


E vamos ao último show do ano.... rolou nessa sexta-feira o primeiro show do Descendents da tour na América do Sul, o show foi na Tropical Butantã e precisamos falar sobre isso....

Direction:
     A banda Direction abriu o show, os caras começaram com essa nova banda a pouco tempo, maaaaasss o grupo é formado por pessoas que muitos conhecem, tem gnt Fauto Oi, ex-DOD, André Vieland, ex-Good Intentions, Thiago de Jesus, ex-Live by the fist... Mas isso não vem ao caso, vamos falar do Direction. Os caras mandam um hardcore bem rápido, com letras políticas, assumiram seu posicionamento de esquerda no meio do show e mandaram bala. Eu curti muito algumas músicas, infelizmente não vou saber o nome por que como disse a banda é nova e só ouvi os sons lá. Os caras tocaram 20 minutinhos mas foi bem legal, além do repertório próprio mandaram um cover de Lifetime. Espero ver mais vezes e ouvir mais sons...

Berri Txarrak:
   Os caras do Berri Txarrak começaram arrebentando, um power trio pesado, batera marreteiro demais... Caralho, começou animal, vocal e guitarra com uma camiseta do Tim Maia, e a pedrada comendo solta. No meio do show a banda se apresentou e disse em alto e bom som: "Somo Berri Txarrak, do país Basco" ou seja, não são da Espanha não, acho isso muito louco, quem sabe um pouco da história do País Basco sabe do que estou falando.
   Os caras tocaram pouco tempo também, mas arregaçaram, curti muito os riffs de guita e a batera reta e martelada, vou buscar conhecer mais. Ahhh, houve uma tentativa de nos ensinar a cantar um refrão em basco, mas infelizmente não rolou muito bem.




Descentends:
    Os tiozinhos subiram no palco alguns minutinhos atrasados, mas quem se importa não é? Milo pediu desculpas por não ter conseguido chegar para assinar os posters na quinta, e logo mandaram "Everything Sucks" e ai meu amigo, tirem as crianças da sala, pq sinceramente eu não lembro onde eu tava, quem eu era, o que eu estava fazendo... me tornei massa com a galera que cantava loucamente! O show seguiu com uma atrás da outra, só paulada, vez ou outra Milo fazia um comentário aqui, outro acolá, mas o show seguia, incansável. Engraçado é que eles são bem tiozinhos mesmo cara, parecem meu pai, sei lá, algo assim, e arregaçam!!! Milo estava com uma mochilinha de água dentro da camisa, tipo essas de ciclista, e o canudinho pra fora da camisa, quando dava sede, ele só colocava na boca, dava uma golada e continuava cantando, eu sempre ria disso.
    Como eu disse, um som atrás do outro, só paulada, e a galera indo junto, o bicho pegando! A banda é vai retinha, toca tudo com muita maestria, por exemplo Bill na batera nem se mexe direito, mas toca com uma precisão do caralho. Muitos "Stage Diving" depois (entre aspas pq não dava pra chegar no palco de fato) o set acabou, eles saíram e todos pediram mais. Voltaram, Bill foi até o microfone, reclamou que saiu um pouquinho e nós já estávamos dormindo, voltou para a batera e mais algumas músicas de bis, já quase batendo 30 sons, saíram mais um vez. Ninguém arredou o pé, pedindo mais Bis, e la vieram eles novamente, Bill foi até o microfone mais uma vez, e "reclamou" "Só fui ali fazer xixi e vcs já dormiram novamente?", e três sons depois estava terminado o show que muitos aguardaram por anos.
    Não faltaram clássico para embalar a noite, como eu disse, um atrás do outro, o que faltou foi folego para aguentar tanto tempo cantando incansável, da parte da banda o show foi incrível mesmo, valeu muito a pena, o set list contou com: Hope, Rotting Out, I'm a Pervert, I Wanna be a Bear, Silly Girl, Nothing with you, Clean Sheets, Suburban Home, Coffee Mug, Myage, Get the Time, Talking, I Like Food, I don't wanna grow up, I'm the one, Bikeage, When I get old, Thank you e Descendents, além do Bis. Existem algumas coisas não muito positivas em tudo, mas na real elas já se repetem faz algum tempo, em um momento eu vi alguém da organização mandando o cara abaixar a gopro dele, ué? Não pode filmar a banda? Achei isso esquisito, no mínimo. Sem contar casalzinho que quer ficar abraçadinho no meio do polgo, dando porrada em qualquer um chegue perto, po galera, tenha bom senso... ali é todo mundo se esbarrando mesmo, não dá pra namorar!  Mas ai, como eu disse, tem nada a ver com o show, tem a ver com coisas externas que não vem ao caso. Quem for no dia 3 aproveite por mim!

Texto: Walace Nunes
Fotos de: @salparadaise, @crisnunes, @gabrielishii

terça-feira, 29 de novembro de 2016

(Show) Ensaio Aberto Tattoo Bar - 25/11/2016 - Velocaos/Com Respeito/Primu Probre (Carapicuíba)



Na sexta-feira dia 25 de Novembro rolou no Tattoo Bar, no centro de Carapicuíba, o ensaio aberto Hardcore, com três bandas e vamos falar disso: 







Velocaos

 Os caras abriram o show, me culpo por não ter conhecido essa banda antes, os caras são da minha região e mandam um hardcore melódico de qualidade, achei muito bom a levada, bases, arranjos, animal. Cheguei no outro dia em casa e fiz questão de baixar o play dos caras e vale a pena heim? Se você hardcore vai gostar, segue o link. Quanto a apresentação da banda, foi muito boa apesar de o equipamento estar limitado o que vale foi a intensão, mas a apresentação foi boa o suficiente para me convencer que o som da banda era bom.

Facebook






Com Respeito

 É difícil falar da minha própria banda, e eu posso puxar a brasa para a minha sardinha, mas vamos lá. O show foi curto, apenas 7 músicas e dentre elas um cover. Começou com sons próprios e lá da bateria parecia que a galera estava curtindo. Depois de três músicas tocamos o cover "Wake the Dead" do "Comeback Kid" ai o negócio esquentou, essa todos sabiam cantar então foi bem legal a resposta do publico. Emendamos em um som novo "Marcharemos" e caminhamos para o fim do show, que foi sem surpresas, rápido e ao que parece a galera curtiu. Se você quer ouvir mais da banda pega ai o nosso soundcloud.

Facebook

Protesto Primuprobre
A banda tem uma pegada hardcore/hip-hop, com dois vocalistas o som dos caras é bem legal, as letras falam de questões sociais e o vocalista sempre falava nos intervalos sobre reflexões do mundo e de classes. O show foi legal mas infelizmente não encontrei o facebook da banda e nem sons gravados, mas espero tromba-los em outros shows para conhecer mais.

É isso, três bandas carapicuibanas mandando brasa, foi muito loco mesmo, sei lá quantos anos eu não tocava no meu quintal, desde a falecida Toca da Baleia, mas é isso ai, o independente não pode parar. E valeu ao Tattoo Bar e ao Cezar que fez o maior corre. "Juntos somos fortes"!!

Texto: Wallace Nunes
Fotos: Velocaos - Hubert Pastrello
Com Respeito - Bruno Renan

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

(Show) Dance of Days - 19/11/2016

No último sábado rolou o show do Dance of Days aqui em Carapicuíba e vamos falar sobre isso.



Cheguei no Simple Pub cedo para as apresentações, assim consegui ver todas as bandas. A primeira banda, "Eletrofolke" que já estava no meio de sua apresentação, mandou um som bem experimental e interessante, o legal é que os caras são de Itapevi, curti o som!

Em seguida rolou a apresentação da banda "Nóia", gostei do som dos caras, um punk rock/hardcore da antiga, coisa boa e divertida de curtir, me lembrei dos shows de Carbona lá em 2003, interessante. Os caras mandavam bem e tem um repertório de músicas próprias, quem quiser saber mais confiram o Facebook dos caras.

O B-sides é uma banda cover de Ramones que se propoe a tocar só os lado B, assim como o nome propõe. Achei massa o show, apesar de particularmente eu conhecer poucos daqueles lado-B, mas as 3, 4 que eu conhecia curti. Para mais infos a página do Facebook da banda.

A banda A União é uma banda cover de Charlie Brown Jr. e eles tocaram... Charlie Brown Jr, a unica coisa que posso avaliar é a técnica dos músicos, pois as músicas todos vocês conhecem, então tecnicamente uma banda muito boa, podia trabalhar para fazer um som próprio, segue o Facebook dos caras.

Por fim o Dance of Days, entrou no palco já lá pelas 2 da manhã, com uma formação nova, saíram baterista, baixista e guitarrista e esse foi o primeiro show da banda com novos membros. Sinceramente não gostei, achei fraco e sem muita emoção, vi muitos shows do DOD e esse sem dúvidas foi o pior, a galera foi indo embora e no fim só estávamos lá eu e meia dúzia de gatos pingados. Independente das brigas internas da banda eu comprei o ingresso porque queria ver o Júlio na batera, essa é a verdade, e depois desse show.... sei lá, pensar na aposentadoria é uma opção. O repertório também foi bem fraco, tocaram duas ou três músicas do a história não tem fim, uma ou duas do coração de tróia, algumas da valsa das águas vivas e o restante eu nem sei de onde vieram. A única coisa legal foi um bridge nas duas ultimas músicas, para juntar tudo tocaram "Dance with myself" do Billy Idol. No mais, é isso...

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

(Show) Dead Fish - 04/11/2016 (Carapicuíba)

Sexta rolou em Carapicuíba uma parceria entre vários donos de pubs e espaços que rolam shows aqui na Região Oeste da Grande São Paulo, essa parceria trouxe os capixabas do Dead Fish para, quem sabe, sua terceira aparição na cidade. O show aconteceu em um antigo bailão de forró pertinho da minha casa, e o Sei Lá Zines estava lá expondo zines e trocando ideia com o público presente, deixo aqui as impressões dos shows.

Anova: Banda da cidade que já tive a oportunidade de ver mais de uma vez, apesar do som não estar favorecendo, o vocal muito baixo e muito grave, sempre tem muito grave, a banda tem um som próprio e uns arranjos bem maneiros, só acho que estava tocando para o público errado, claro que existe essa ideia que "somos todos independentes" mas não adianta dar murro em ponta de faca, se tocar para o público certo pode crer que a recepção será muito melhor, normalmente quem gosta de hardcore/punk rock não é muito versátil e vice-versa. Voltando a banda, os caras mandam bem, tiraram um cover com arranjo próprio, ficou bem legal, além dos sons próprios que mesmo com muito grave pareceram legais.

Lomba Raivosa: Segunda vez que vi os caras do Lomba Raivosa ao vivo, confesso que dá primeira o som estava muito melhor (Hangar 110 - 2011), mas os caras botaram pra quebrar mesmo só ouvindo o baixo e nada do vocal. Punk rock do começo ao fim, infelizmente não pude entender muita coisa do show, mas a última música foi "Puta Pegueira", tenho certeza. PS: Quero ver mais uma vez.

Dead Fish: A banda faz tanto show que já virou padrão, não que seja ruim, mas tem meio que o mesmo setlist sempre. A parte boa foi estar no meu bairro, a poucos metros da escola que eu estudava quando escutei o disco "Sonho Médio" pela primeira vez, com vários amigos, tirando isso foi mais um show do Dead Fish. Os caras cortaram 3 músicas do Setlist porque tinha que estar no Rio no Sábado, e ao que parece o Rio era mais importante do que Carapicuíba. Mas vamos falar do som né? Sempre redondo, a banda mandou músicas de todos os discos, sem erro, apenas o vocal que estava uma merda, não dava pra ouvir direito... uma parada que o Simple tem que correr atrás para os próximos eventos, som tem que ser melhorzinho mano, pelo menos tem que ouvir o vocal, ou um técnico de som que saiba equalizar, não é só virar botão, dá pra melhorar manos!

Infelizmente tudo atrasou, Dead Fish acabou quase 3 da manhã e eu já estava bêbado de sono e de cerveja e não vi as outras bandas, peço desculpas aos caras do "Sukinho de 10", "Perturba" e "Rudes" espero ter mais chances de vê-los para escrever aqui.

Fotos por: Bruno Renan
Texto por: Wallace Nunes

domingo, 23 de outubro de 2016

(Show) Black Dahlia Murder - 22/10/2016

No dia 22 de Outubro rolou na Clash Club, em São Paulo, o show da banda de Melodic Death Metal "The Black Dahlia Murder", infelizmente perdi o horário e não pude ver as bandas de abertura, mas deixo aqui as impressões da banda principal.


O show começou com a música "What a Horrible Night to Have a Curse" do disco "Nocturnal" já tacando fogo na galera, desde a última vinda ao Brasil em 2011 mudaram a formação consideravelmente, novo guitarra, novo batera e novo baixista, assim apenas permanecem Trevor Strnad nos vocais e Brian Eschbach na guitarra, os novos caras não deixaram a desejar e com nova formação ou não o show começou botando tudo abaixo.

Seguiu então outra canção antiga "Statutory Ape" do disco "Miasma" emendando em "Abysmal" do novo disco e em seguida "Nocturnal" do disco homônimo, em seguida mandaram "Malenchantments of the Necrosphere" do quinto álbum "Ritual", já da pra ver que o show foi indo e vindo nas melhores músicas de cada disco não é? E isso fez ser brutal.


Algo interessante que o guitarrista Brian Eschbach disse é que para essa tour eles de fato se prepararam e reaprenderam muitas músicas, disse que se dedicaram para mandar o material com qualidade na integra, por exemplo ao mandar o som "Warborn" do disco "Nocturnal" de 2007 Trevor disse: "Provavelmente vocês estão sendo os primeiros a ouvirem esse som em 10 anos". 

Agora um fato engraçado, Brian viu uma pessoa na plateia fazendo gesto com os dedos indicando um baseado, ele então foi ao microfone e perguntou "Ei cara, você está fazendo o gesto de maconha, você de fato tem maconha?" e Trevor completou: "Nós nunca fumamos maconha do Brasil, é boa?" ao que o público prontamente disse "Não" e eles responderam "É ruim? Sem problemas, nós fumamos mesmo assim", após essa declaração era só questão de tempo até alguém alcançar uma vela para os caras e quando isso aconteceu o portador da erva foi saudado com um beijinho na careca de Trevo e Brian. 

Os caras surpreenderam mandando sons do primeiro álbum lá de "Unhallowed" de 2003 mas a festa ficou para o final ao mandar "Miasma" colocando a galera num circle pit animal a banda emendou em "On Stirring Seas of Salted Blood" e disse ser o fim do show, o público é claro pediu mais músicas, e assim voltaram para apresentar o bis com a trinca: "Everything Went Black", "Deathmask Divine" e fechando com, obviamente, "I Will Return".




Apesar de ser uma banda rápida, de uma pegada pesada é o tipo de show que você não se mata, é rápido demais para correr pular e até mesmo cantar, mas é de deixar qualquer fã ou pessoa que desconheça de boca aberta, parece que agora, depois de 16 anos de banda o "Black Dahlia Murder" está em sua melhor fase, com um show consistente e impecável tecnicamente, para a banda eu só peço que cumpram sua promessa: "I Will Return"!!!





OBS: A leitora @mini_maah fez uma indicação legal, a banda não tocou nenhum som do penúltimo disco "Everblack".

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

(Show) Ratos de Porão - 18/09/2016

Pois bem, nesse último domingo rolou um show bem interessante aqui na minha área (Carapicuíba - Grande São Paulo), segunda apresentação da banda Ratos de Porão na cidade, a primeira e única até então havia acontecido em 2005.

O show aconteceu em uma casa de show aqui da região que tem feito eventos muito interessantes, por lá já tocaram várias bandas como Test, Runing Like Lions entre outras. O espaço se chama "Simple Pub" e está bem localizado e fazendo eventos de respeito, eu espero sinceramente que se mantenha por anos e anos.

Vamos ao show, a banda está comemorando os 25 anos do disco "Anarkophobia" então no show rolou todos os sons desse clássico. O lugar era pequeno e havia menos de 200 pessoas, ou seja, foi quase um show particular do Ratos, gostei muito disso. Além dos sons do disco "Anarkophobia" ainda mandaram as famigeradas "Beber até Morrer", "Crocodila" e pra mim a melhor do show "Conflito Violento". Nem preciso falar da banda né? Boca destroi na batera, Juninho sempre preciso e Jão estraçalha as cordinhas da Les Paul.... Só o vocal que deixou a deseja, não pelo João Gordo, acho que por regulagens de equipamento. Enfim, um ótimo show para encontrar uma galera que eu não via fazia tempo e trocar algumas cotoveladas ao som de um bom crust punk rock.

 

Fotos roubadas do amigo Antonio Santos

domingo, 24 de abril de 2016

(Show) The Dillinger Scape Plan, TEST - 17/04/2016

E após uma semana do evento finalmente encontrei tempo para falar sobre o show, então simbora:

TEST:
   Já conhecia a banda de cds e vídeos mas nunca havia tido a oportunidade de vê-los ao vivo, então foi a primeira vez q vi a performance. O som é muito bom, rápido e pesado. Acho legal isso de a banda ser uma dupla, as coisas parecem fluírem de forma menos burocrática. O legal também é que eles tocam de frente um para o outro, parece um ensaio. O som é foda,  vocal e guitarra João arrebenta, as guitas são rápidas e ele faz diversos tipos de vocais, já o batera Barata é uma máquina, martela a batera o show inteiro, seja em blast beat ou em repiques velozes ou quebrados, du caralho. Ou seja se você nunca teve a chance de ver o TEST, veja! Seja na Kombi ou em um palco cheio de luzes e som maneiro.

The Dillinger Scape Plan:

   Os caras do Dillinger fizeram seu primeiro show no Brasil. A banda não é super conhecida aqui, mas a galera que gosta curte bastante. O show estava relativamente vazio mas a vibe estava boa. Os caras subiram no palco e abriram com a primeira música do álbum "One of Us Is the Killer" a canção "Prancer" e logo no primeiro acorde o bicho pegou, a plateia ficou eufórica. O show foi repleto de estrobos e luzes piscando o tempo todo, além de pessoas voando do palco, ou no palco. Digo pessoas pois não sera só a galera que subia que pulava do palco (Stage Diving) mas os caras da banda não paravam quietos, o vocalista se jogou na platéia diversas vezes e o guitarrista Ben Weinman era insano, subindo nas estruturas, caixas de som, rodando guitarra, enfim a parada estava bem louca mesmo, não menos do que todos nós esperávamos.



  O setlist foi caprichado, eu havia conferido os setlists de shows anteriores a tour sulamericana e a banda estava tocando muitas músicas do ultimo álbum e não tanto os "hits" de outros discos, mas como foi a primeira vez deles em solo latino mudaram um pouco isso. Mandaram som de todos os disco e inclusive aquelas que a galera canta junto como: "One of Us is the Killer", "Good Neighbor", "Sunshine the Werewolf", "Setting Fire to Sleeping Giant", "Farewell, Mona Lisa". O som era contundente e a banda tem presença de palco feroz. O publico pirou do começo ao fim. Um show não tão cheio de pessoas (ainda bem) mas cheio de energia e muito som. Ah já ia me esquecendo, o telão e os samplers também completaram o show, os vídeos sempre conversavam com a música e os samplers faziam o show ser parecido com o CD. Na música "Sunshine the Werewolf" o vocalista puxou o publico para o palco que ficou tomado por mais de metade da música, foi do caralho!

quarta-feira, 13 de abril de 2016

(Show) - Dead Fish - Tendal da Lapa - 02/04/2016

Depois de um tempo sumido e falta de verba para estar presente em shows eis que voltamos com mais uma resenha, dessa vez do show do Dead Fish no Tendal da Lapa.



   O que falar de um show do Dead Fish? Sinceramente é uma resenha meio difícil, por diversos fatores. O primeiro fator é que a maioria das pessoas que de alguma forma se interessam por Hardcore/Punk Rock já viram um show dos caras, ou seja, entendem muito bem do que eu vou falar, ou até mais do que eu. E um segundo fator que pesa muito para mim é a relação que eu tenho com a banda, conheci o Dead Fish em 2001 quando meu irmão conseguiu o disco "Sonho Médio", na época eu com meus 10 anos de idade não fui muito com a cara da banda, mas em 2002 eu já era um fã incondicional que não podia entrar em nenhum show, ou seja, esperei anos para ver a banda ao vivo, e durante esse tempo eu fui ouvindo cada música e atribuindo experiencias pessoais para elas e enfim, por esses e outros motivos é muito difícil falar de um show dos caras, mas vamos tentar.
   O show começou com "Afasia" e o coro comendo, hardcore rápido e publico eufórico, desde a entrada do Marcão na batera os shows tem sido realmente rápidos. Em seguida uma música que eu só vi ao vivo uma vez "Molotov" e o hardcore intenso comendo. O show foi repleto de músicas de todos os álbuns, do "Sirva-se" até o "Vitória", apesar de ser em um espaço publico e gratuito o show foi pacifico, não vi nenhuma briga ou algo do gênero, todos curtiram numa boa. Em "Tango" o vocalista Rodrigo adicionou um nome aos nomes de mulheres no final da música, ele gritou: "São Marias, Heloisas, Severinas, Bernadetes, Rosas, Marisas, Izauras,Valescas, Elianas e Dilmas, mulheres fortes que sobreviveram" achei muito legal isso, a banda ainda se mantem politico como sempre. O show acabou com "Mulheres Negras" e aquele coro maravilhoso que me arrepia só de lembrar "Mas então vamos lá. Lutar por um ideal, se viver é resistir então será.." em seguida já emendaram o bis que foi "Contra Todos" e "O Sonho Médio". Mais um show muito bom da banda que tecnicamente não deixa a desejar nunca, tem músicas pra embalar uma noite toda de polgo e stage diving e que eu sinceramente espero que esteja na pista por mais 25 anos. Caso você nunca tenha visto um show do Dead Fish corre a veja um, eu esperei 4 anos pra ver o meu primeiro e não me arrependo nem um pouco!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

(Show) Satanic Surfers / Straightline / 30 - 05/12/2015


Dia 5 de Dezembro rolou no Inferno Club na Augusta um show que muitos esperavam fazia anos, Satanic Surfers (Suécia) finalmente voltariam para São Paulo depois de mais de 10 anos. Fiquem aqui com a resenha desse showzaço:

30: A banda 30 é uma formada por ex-membros de diversas bandas e já começou com um disco sendo bem comentado na internet, o engraçado dessa banda é que o vocal Daniel (A-OK) mora em Curitiba e os caras nunca haviam ensaiado juntos até uns dias antes do show de abertura do Ignite, enfim vamos ao show. Começou um pouco atrasado do estipulado, mas os caras mandaram muitos sons. A levada é boa, hardcore bem feito e pensado, batera nervoso, e os vocais são ótimos, eu sou suspeito para falar já que era um fã do A-OK. Os caras estavam bem feliz por ter espaço para abrir o show do Satanic que é uma banda que curtem, show bem legal e fica a dica ai de um som apra ouvir.



Straightline (Alemanha): Uma banda extremamente técnica, o Streightline me deixou de boca aberta. O batera parecia um desses samplers, os repiques eram rápidos e precisos. O guitarrista e vocalista era técnico rápido, solava e cantava.... baixo e outro guitarra também arrebentavam, como eu disse uma banda muito técnica, e com um som fodido, um hardcore bem feito, correria com vocais meio gritados e melódicos por vezes. Algumas músicas soavam mais rápidas, como um grind... outras mais hardcore melódico...enfim uma banda muito legal e que merece uma atenção.

Satanic Surfers (Suécia): Bom, não tenho nem palavras para descrever o show dos caras, histórico. Vi marmanjo chorando, caras da antiga pulando do palco e cantando a parada loucamente. Show fodido, não muito lotado, mas bem animado, muitos stage divings e circle pits, não sei nem como descrever direito... Enfim, os caras tocaram por quase duas horas e depois de muito suor e de músicas emendadas e muita porrada na cabeça o show chegou ao final... fiquei triste que eles só tocaram dois sons do "Taste the Poison" que é meu disco predileto, mas mesmo assim valeu a pena, show do caralho e nem sei se sera possivel ver um outro algum dia.

Texto e fotos: Wallace Nunes

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

(Show) 1º Osasco Cultural (Ira! / Vespas Mandarinas) 21/11/2015

Aconteceu nos dias 21 e 22 de novembro o 1- Osasco Cultural, o que seria uma versão da virada cultural da cidade de São Paulo. O evento aconteceu em diversos palcos espalhados pela cidade, ao longo das 24 horas de música rolaram diversos artistas famosos e espaço para as bandas locais também, além disso o Sesc Osasco funcionou 24 horas com teatro, cinema e dança. Eu fui para um único palco na noite do dia 21 para conferir as bandas “Vespas Mandarinas” e “IRA!” e aqui vai a resenha.

Vespas Mandarinas

Essa foi a segunda vez que tive a oportunidade de ver o Vespas ao vivo, a primeira delas foi na Clash Club quando fui chamado para fazer fotos do "Brothers of Brazil" e o show teria abertura do Vespas. A banda mudou um tanto desde então, na época o Thadeu Maneghini era guitarrista e no baixo tocava Flavio Guarnieri dessa vez temos um novo guitarrista  e Thadeu no baixo e voz. Os caras começaram com música nova, primeiro show na cidade estavam aquecendo o público, depois de alguns minutos de show e da espontaneidade do vocalista o público estava ganho quando a banda mandou as musicas; O Vício e o Verso, O Inimigo, Santa Sampa, Não Sei o que Fazer Comigo.
A galera já pulava e cantava todas elas. Sem um baixista o vocalista Thadeu perde um pouco a liberdade que tinha de largar a guitarra e cantar de microfone na mão, como eu o vi fazer na Clash, era possível fazer isso pois o baixo segurava e Chuck Hipólito mantinha uma das guitas, ele larga o baixo e pira um pouco ainda, mas aí o show fica com a sonoridade mais vazia, mas gosto muito dessa pira, anima o público. Um ponto bom em ter um novo guitarrista é que o cara manda bem, sente o som e desce a mão. Para o Vespas ficar redondinho acho que tinha que ter um baixista e que Thadeu ficasse livre apenas para cantar (ou uma terceira guitarra, porque não??). Show ótimo e espero poder vê-los na ativa mais uma vez.

IRA!
Meu pai tem o disco “Núcleo Base” e sempre o ouviu, ou seja eu sempre ouvi IRA. Pois bem, alguns anos atrás quando anunciaram o fim da banda fiquei bem triste pois nunca havia visto, e nunca mais veria. Eis que em uma virada cultural de São Paulo eles voltaram à ativa, infelizmente não pude ir e mantive assim o IRA em minha lista de bandas que queria ver. Mas por sorte tocariam em Osasco, juntaram a fome com a vontade de comer e voila. Os caras subiram no palco já mandando "Longe de Tudo" o publico ja pirou (eu principalmente) e o bicho comeu solto, era sucesso atras de outro, só sonzeira. Nazi já não canta mais como anos atrás, mas o Scandurra continua arregaçando. A banda tem uma nova formação e nessa formação tem um baterista que enfia o braço sem dó, o que deu um ganho músical gigante para a banda. Entres os sons tocados tivemos: "Ninguém Precisa da Guerra", "Saída", "Rubro Zorro", "Flerte Fatal", "Envelheço na Cidade", "Girassol" e mais uma caralhada.
Show muito bom, mais um que estava na minha lista e consegui ver em 2015. Uma parada legla que fiquei sabendo é que o IRA começou a formar a banda com um amigo de Nazi e Scandurra que vivia em Osasco, assim os 3 se reuniam na cidade para escrever e planejar a banda. Segundo Nazi esse amigo já faleceu, a banda dedicou a canção "Rubro Zorro" em sua memória.

Texto e Fotos: Wallace Nunes


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

(Show) 25/11/2015 - Asian Kung Fu Generation (Wonder Future)

 No ano de 2005 eu conheci uma música de uma banda japonesa e fiquei curioso para conhecer mais daquela banda, ao "caçar" o nome encontrei algo muito engraçado, a banda se chamava "Asian Kung Fu Generation" apesar do nome estranho o som era bom, me lembrava um pouco o Weezer, mas do Japão, então danei a baixar clipes da banda e gravei um VCD e os assistia quase todos os dias, em seguida baixei discos e comecei a acompanhar a banda, eis que em 2015 é anunciado um show dos caras aqui em São Paulo, mas justamente na data do último dia de FIQ, meio triste por não poder estar em dois lugares ao mesmo tempo aceitei o fato de não ver os caras, mas eis que meu irmão me salva com uma passagem aérea e eu poderia comparecer ao show (e perder o último dia de FIQ). Eis que as 17:00 hrs do dia 25 eu voltei para São Paulo corri para o metro e em menos de uma hora e meia já estava no Carioca Club para entrar.


  O show estava razoavelmente vazio, não que tivesse marasmo, mas havia espaço para andar sem esbarrar em ninguém (já fui em shows no Carioca que não dava nem pra tirar um pé do chão). A galera parecia ser bem de boa e assim as 19hrs em ponto os caras subiram no palco e tocaram pelas próximas 2 hrs e alguns minutos ininterruptos. O show começou com a música "Easter" e em seguida "Little Lennon", são duas canções mais recentes então eu particularmente não conhecia, mas para engrenar o show emendaram em "After Dark" que é bem popular por aqui por ter sido a abertura do anime "Bleach" ai começou a pegar fogo. Com a sequencia "Senseless", "N.G.S.", "Re:Re", "Uso to Wonderland", "Siren" o show ficou muito bom, eu que sou um fã mais antigo não esperava uma porrada de 5 músicas boas em sequencia.
 Os caras pareciam impressionados com o público sabendo todas as letras e a cada refrão cantado em coro era possível ver no semblante dos músicos e até do Roadie a surpresa. Só quem falava no microfone nos intervalos era o vocalista Goto, que no geral sempre dizia "Thank you, Arigato" e mandava mais um som. Uma coisa impressionante era que as músicas eram tocadas de forma perfeita, igualzinho no CD, até parecia playback, mas não era.
  A banda mandou "Siren", "Black Out" e "Blue Train" em seguida mais algumas músicas mais recentes que não conheço, e ai a dobradinha do sucesso "Rewrite" e "Haruka Kanata" (aberturas de Full Metal Alchemist e Naruto respectivamente), ai o Carioca caiu, até uma roda punk rolou, mas tudo muito suave. O vocalista ainda se arriscou em falar em inglês algo como "Vocês sabem todas as músicas", e o show se encerrou com a canção "Wonder Future" que nomeia a tour.
 Depois de saírem do palco a galera gritou por mais músicas e a banda voltou e mandou mais algumas das antigas; "Loop & Loop", "Kimi to iu Hana" e "Mirainokakera", essa última foi pedida por fãs ao longo do show, eles inclusive tinham mascaras como a da mulher no clipe. Essas últimas canções fizeram o show acabar com chave de ouro.

Espero que voltem algum dia para mais um show cheio de energia e pacifico, e caso você ainda não conheça a banda dê um google ai e confiram.

Texto e foto: Wallace.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

(Show) 31/10/2015 - Forfun (Até logo, amigos)

No sábado dia 31 de Novembro os cariocas do Forfun fizeram o primeiro show dos dois de despedida da banda que anunciou seu fim esse ano. Eu fui conferir o show dos caras e deixo aqui minhas impressões e relato do dia:
Começo essa resenha admitindo que eu não fui fã de Forfun desde a primeira vez que ouvi a banda, me lembro lá em 2004, 2005 quando muitos dos meus amigos e colegas curtiam muito a banda e outras dessa mesma época (Fresno, Scracho) e eu torcia o nariz para esse som, na real eu nunca me esforcei para escutar, eu não gostava muito da galera que curtia o som, ou seja o publico, pois gostavam da estética e da moda do hardcore, e não da ideia do hardcore.
Em 2013 por algum motivo me lembrei de uma melodia de uma música e fiquei meses matutando para lembrar quem cantava, por sorte alguém postou a música no facebook uns meses depois e eu fui atrás do disco, que era o primeiro do Forfun (Teoria Dinâmica e Gastativa) voyla, curti o disco sem duvidas, um hardcore melódico muito bom.
Voltando ao show, cheguei razoavelmente cedo no evento, deu tempo de ir ao banheiro e dar uma olhadinha ao redor, eis que, o que me afastou de conhecer a banda em 2004 ainda me incomoda. Pessoas que valorizam o estilo e não as ideias, não estou generalizando, com certeza ali tinham pessoas que curtiam os caras desde 2000 e bolinha, mas boa parte do publico presente eram simples molecada que nunca vai tentar descer mais a fundo na ideia do hardcore e da cultura engajada que o mesmo tem.
A banda subiu no palco as 22:30 mais ou menos, começaram com a música “Suave” do disco “Polisenso” esse é um som legal, vejo esse disco como uma transição, da banda de hardcore para uma banda de música no geral, os caras misturam suas composições, criam coisas que foge de rótulos por vezes. A banda é bem técnica, dá pra ver que o som dos caras é bem trampado e inclusive o show foi quase que todo acompanhado por um saxofonista, o que dava um up no som (principalmente nos skas e raggaes).
O show seguiu com diversas músicas dos discos mais recentes e nada do primeiro álbum (meu favorito sem dúvidas). Alguns convidados foram chamados ao palco, como por exemplo Teco Martins (Rancore e Sala Espacial) e também Lucas Silveira (Fresno).
Os sons continuaram a se misturar, raggaes, skas e enfim, coisas diversas, até que começou uma canção do ultimo disco (Nu) que me fez ver a grande diferença do publico. O som em questão é a música “Considerações” que tem uma levada hardcore califórnia muito boa para um mega circle pit, e tudo que rolou foi uma molecada pulando como numa micareta.
Já do meio para o fim os caras mandaram sons do primeiro disco, ai sim começou o hardcore de fato, com “Cara Esperto”, “Constelação Karina”, “História de Verão”, “Hidropônica”, “Good Trip”, “Costa Verde” foi sem dúvidas a melhor parte do show, aquela vontade de ter um skate no pé batia forte no peito enquanto o som rolava.

Apesar de não ser um fã de longa data fiz questão de ver esse último show dos caras, ia me sentir culpado em dobro, já que por conta de fatores indiretos eu me esquivei do começo da banda, não pude deixar que fatores indiretos (que ainda estão lá) me fizessem evitar ver o primeiro porém último show dos caras.




quarta-feira, 30 de setembro de 2015

(Show) - 27/09/2015 – MASTODON - slipknot

No dia 27 de Setembro aconteceu o tão esperado show da banda Mastodon, ao menos para mim era um show muito esperado, conheci os caras no fim de 2009 com o disco “Crack the Sky” e logo fiquei viciado nesse disco, em seguida corri atrás
de outros discos e também curti, enfim eis que os caras são confirmados para o Rock in Rio, já faziamos planos de ir para ver a apresentação mas por sorte confirmaram uma data em São Paulo junto com o Slipknot, assim comprei meu ingresso no primeiro dia e fiquei esperando a data.

Cheguei na Arena Anhembi por volta das 18hrs, o clima estava ameno, não parecia que choveria, até nos posicionar-mos em frente ao palco e a partir daquele segundo o céu escureceu e começou a se formar uma tempestade. O Mastodon subiu ao palco às 19hrs em ponto com o som “Tred Lightly” música de abertura do disco da turnê “Once More ‘Round the Sun” os caras começaram quebrando tudo, som pesado, vocais claros e o show se encaminhava para uma ótima apresentação. O show continuou e na segunda música o pé d’água caiu, um verdadeiro diluviu, molhando todo mundo numa porrada só, em menos de 1 minuto eu estava encharcado. A banda continuou, mais seis músicas embaixo de chuva, quando parecia que mudariam o show dos sons novos para os sons antigos, deram uma pausa para trocar de guitarra e beber uma água, foi quando a produção do evento entrou no palco retirando os instrumentos dos caras e assim acabando com o show, sem nenhuma explicação, sem deixar a banda se despedir do publico, sem ao menso explicar o que estava rolando. O guitarra ainda voltou e mandou beijos para o pessoal e se foi. Assim acabou o show do Mastodon em São Paulo, 7 músicas, uma péssima organização, sem informações, sem nada. Me senti traido, comprei aquele ingresso para ver Mastodon, esperei meses pelo show, frustrado resume.


Por fim nem vi Slipknot (não gosto) e vim embora.

Músicas tocadas: Tred Lightly, The Motherload, High Road, Once More ‘Round the Sun, Chimes at Midnight, 

Texto: Wallace Nunes
Fotos: (show) Bruno Renan / (camiseta) Wallace Nunes

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

(Show) – 26/09/2015 - Ratos de porão - Mukeka di Rato


No dia 26/09/2015 rolou no Tendal da Lapa um show de duas bandas nacionalmente famosas e com um público já consolidado, os caras dispensam apresentação, estou falando dos capixabas do Mukeka di Rato, e os paulistas do Ratos de Porão. O show foi gratuito e tinha lotação máxima de 600 pessoas, acho que não chegou a lotar, mas tinha muita gente, o legal é que o evento aconteceria novamente no dia 27/09/2015 no CEU Perus Bernardo José Lorena.

Mukeka di Rato – Eu conheço o som do Mukeka di Rato desde 1999/2000 quando meu irmão comprou o disco Gaiola, devo admitir que naquela altura da vida (eu tinha 9 anos de idade) não curti o som dos caras, mas com o tempo aprendi a gostar. O show começou um pouco depois das 20:00 e a banda manda aquele repertório “toque rápido ou morra” e mete o braço mesmo, o legal é que o Mukeka mescla isso com um pouco de humor e umas levadas meio ska/reggae, assim o show sempre mantinha o polgo eufórico e de repente todos estavam pulando ao ritmo do Ska. Apesar de achar legal o trabalho dos caras estou um pouco desatualizado, o ultima disco que ouvi inteiro foi o “Acabar com você” de 2001, mas fiquei feliz que a banda tocou muitos sons dos três primeiros discos, na verdade a banda tocou muitas músicas, acho que mais de 20 músicas bem mais, adendo para o que eu acredito tenha sido um “freestyle” no final do show, com os dizeres: “Eduardo Cunha, Bolsonaro, vão tomar no cu, sem vaselina, sem carinho sem amor”. Por fim, valeu a pena perder a “virgindade” de shows do Mukeka di Rato. Destaco: José é Mau, Minha Escolinha, New Wave Indio, Viva a Televisão, Maconha e Deturpação Divina.

Ratos de Porão – O show começou por volta das 21 hrs, ainda lotado. A banda mandou sons antigos e atuais, passando por diversas fases do Ratos, mandado sons desde o “Crucificados pelo Sistema” até o atual “Século Sinistro”. O show dos caras é simplesmente contundentes, bate na cabeça e o coro come até o final, sem parar e as vezes até sem respirar, as músicas são emendadas umas nas outras e a galera tem que ter muita força para segurar o tranco. O polgo não parou, o bicho estava solto, muitos “stage divings” (em aspas pois não era possível subir no palco). João Gordo não falha um minuto, sua voz grotesca e berrada funciona o show inteiro incansável, Jão mantem sua cara de mal e arrebenta na guita o show inteiro, o cara é uma maquina da palhetada. Boca marreta a bateria como um mineiro de Serra Pelada, os repiques são rápidos e a levada é forte, eu como batera que sou achei do caralho. Juninho também manda muito e além disso tem seus pulos já caracteristicos (vide capa do DVD Guidable). O show teve uma trinca de músicas que eu queria muito ver, “Igreja Universal” em seguida “Crocodila” e “Beber até Morrer” para quebrar a banda e bater 10 horas mandaram “Aids, pop, Repressão” simplesmente do caralho. Além disso tocaram “Diet Paranóia”, “Anarkophobia”, “Crise Geral”, “Amazônia Nunca Mais”, “Farsa Nacionalista”, “Crucificados Pelo Sistema” e “Grande Bosta”. Gostaria muito de ter ouvido músicas do “Guerra Civil Canibal” e mais algumas do “Século Sinistro” mas valeu a pena mesmo assim, perdi a “virgindade” de duas grandes bandas na mesma noite.

Mais shows como esse deveriam acontecer por aqui, espero que aconteçam na verdade!


Fotos e texto:  Wallace Nunes

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

(Show) – 20/09/2015 - Title Fight, Rooftops, Jah Hell Kicks, Uberyou, Overseas, Under Bad Eyes


No dia 19 de Setembro de 2015 rolou na Clash Club no bairro da barra-funda esse show organizado pela Seven Eight Life Records. Infelizmente não cheguei a tempo de ver o Under Bad Eyes de Curitiba, por esse motivo não poderei escrever sobre a apresentação dos caras (desculpem me). Entrei na casa no show dos costa riquenhos do Overseas:

Overseas faz um hardcore melódico bem legal e dançante, uma levada agradavel... apesar de não conhecer a banda muitos ali curtiram o show facilmente, sem grandes problemas, já que o som agradava. Depois ao chegar em casa busquei os sons dos caras, deixo em destaque os sons: Marathons, Future Plans e Blue.

(obs: Os caras foram assaltados em Porto Alegre e perderam tudo, instrumentos, merch, roupas, documentos, enfim tudo. Está rolando uma vaquinha para ajudar os caras: https://life.indiegogo.com/fundraisers/help-overseas-ayuda-a-overseas/x/12183500)

Uberyou é uma banda da Suiça que tem um som bem agitado e animado, o publico já os conhecia pois a banda já havia passado por São Paulo dois anos atras, muitos cantaram juntos e em coro. Além disso os caras da banda pareciam estar realmente curtindo o momento e dando tudo de si no palco. Destaco os sons: So long, Reputation,

Jah Hell Kicks é uma banda de sampa que existe já faz 10 anos, mas como o vocal Jorel mesmo disse, a banda é um hobby assim sendo tocam pouco. O show dos caras foi bem legal, com letras de protesto e um discurso bem politizado dos integrantes da banda, fez com que a plateia se calasse por vezes e prestasse atenção. Destaco os sons: Punhos Cerrados, Não Espere por alguém.

Rooftops é uma banda Russa que faz um hardcore rápido mesclado com um hardcore meio brisado, algo mais calmo, não sei ao certo como classificar essa pegada, meu eu me sentiria muito bem viajando e ouvindo esse tipo de som. Os caras são bem animados, cabeças girando o show todo e mandando ver, uma coisa que curti foi que a banda fechou com um cover de Nirvana – Breed. Destaco os sons: 1989, WUF.


Title Fight já é bem famoso aqui, fez uma tour no ano passado do disco “Floral Green” e esse ano volta para divulgar o novo disco “Hyperview”. A banda da noite lotou a casa, estava simplesmente esturricado, todos pulando muito e cantando todos os sons. O show foi bem completo, tocaram musicas dos três álbuns mesclando bem os sons. O vocalista e baixista sempre conversava um pouco com o publico e a banda tocava com vontade, mostrando que realmente fazem aquilo porque gostam, destaco os sons: Leaf, 27, Chlorine, Secret Society.

Por fim, um show para lavar a alma no domingo e começar a segunda-feira com um sorriso no rosto e dores no corpo.

(Obs: Infelizmente não tirei fotos... ai tive que roubar essa da Seventy Eight Life... mals caras)


Texto por: Wallace Nunes