Mostrando postagens com marcador Álbum. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Álbum. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de outubro de 2016

(Disco) Dirty Faces - Eles Acreditam


Dirty Faces é uma banda do Rio de Janeiro que acaba de lançar seu primeiro disco intitulado "Eles Acreditam" com 10 faixas de hardcore, vamos disseca-lo.

O disco começa com a faixa "Eles Acreditam", a música é um hardcore rápido com vocais agressivos, a letra fala da cena underground em si, em seguida o disco diminui o ritmo com a faixa "E.P.A.C." que é bem melódica bem mais cadenciado, a letra fala de relações familiares. Em seguida temos "Em todas as vias" que começa com um riff de guitarra interessante e uma linha de baixo bem trabalhada sendo acompanhado por um dueto de guitarras, em seguida um hardcore rápido e claramente politico.

"LTDA" e "Arte Mysttica" são sons mais lentos e cadenciados com temáticas quanto ao trabalho e a busca do eu, respectivamente. "Em você" é um hardcore mais rápido com um arranjo muito legal de Cry Baby na parte final, novamente a temática é quanto ao descobrimento do "eu". "Cotidiano" mantém o hardcore correria do disco, a temática está clara no título. "Alienado" tem uma base interessante e um refrão cantante, quero ver essa ao vivo! "Nostálgico" acho que é a música mais lenta do disco e com um tema muito triste, ao menos pra mim, o título diz tudo, mas lembrar dos velhos tempos sempre dá um nó na garganta. "Círculos" fecha o disco com cunho politico fortíssimo e um refrão legal, com uma linha de baixo trabalhada e guitarras duetadas com reverb e dedilhado, em seguida um solo speedcore muito interessante.

Enfim, Dirty Faces vem com um disco de estreia bem trabalhado e com uma produção legal. Agora é esperar para ver a performance ao vivo. A arte da capa e contracapa, além da logo da banda ficaram por conta do artista The Wall THX, ou esse que vos fala, como preferir. Para ouvir o disco e saber mais da banda confiram o Bandcamp e o Facebook dos caras.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

(Disco) MUTE - Remember Death

    No dia 14 de Outubro foi lançado o tão aguardado novo álbum dos canadenses do MUTE, "Remember Death" é o título do trabalho e ele foi comentado em primeira mão aqui no blog em uma entrevista concedida pela banda no final do ano passado, e publicada no começo desse ano, se você não leu confira aqui.
    O potencial instrumental do MUTE nunca pode ser desafiado, a banda é uma verdadeira orquestra do hardcore, nada deixa a desejar, batera, baixo, guitas e vocais a banda é realmente foda e merece todo o respeito que conquistou, mas vamos falar do álbum.
   O álbum começa de forma contundente, como sempre foi, e com melodias diferentes dessa vez, a forma de cantar e Étienne mudou ligeiramente e ai eu vejo uma evolução positiva, ousar mais no vocal é algo que acrescenta muito no som da banda, apesar de entender as limitações de cantar e tocar bateria a primeira música "Resistance" tem uma linha de vocal muito boa, além de instrumental monstruoso. Para mim o disco continua pesado na segunda faixa "Fill the Void" que já veio com clipe, a letra da música fala de nossos amigos e entes queridos que já partiram e afirma que devemos preencher o vazio deixado por aqueles que partiram (como sugere o título) e compartilhar a tristeza pois assim a miséria de cada um sera dosada, talvez uma mensagem muito pesada para uma banda de hardcore, mas se pensarmos bem os caras já não são adolescente e seus trabalhos estão refletindo problemas pessoais de cada um, quando no fim da letra é citado o dia 2 de Novembro provavelmente remetendo a partir de alguém importante para um dos membros. Gostei muito dessa abordagem!



 A partir da música de número três "The Dagger" passando por "Best Fights" e "A Love Affair with Fair" tem uma pegada menos rápida, seja em refrões ou pontes, mas dá uma desacelerada no ritmo ou talvez sejam os backing vocals mais agudos que me trazem essa impressão de baladinha. Com o som "Allies" a banda volta a botar para correr novamente ousando nos vocais e com êxito na tarefa. Com a canção "A Mirage of Safety" voltam os backings agudos novamente eu sinto que perde um pouco o peso, apesar de um riff de guitarra pesadissimo. "Dead White Desert Route" também vem com uma pegada mais balada, até mais do que as anteriores, mas então "Black Heart" já entra com dois pés no peito, hardcore do jeito que gostamos! Correria do inicio ao fim o disco se mantém entre acelerar ao extremo e tirar o pé um pouquinho para em seguida voltar com tudo, muito bem bolado a ordem das músicas assim o disco nem começa morto ou termina morto, mas segue uma constante de subida e descida. "Santa Muerte" quebra o ritmo da anterior começando um pouco mais lenta, estão se preparando para o grande finalle, em seguida temos "Walking on a Thin Line" que com backings agudos novamente traz uma parte instrumental muito bem bolada perto do final da canção acabando com um fade e a entrada de um quarteto de cordas e tambos sinfônico, como um funeral, ou melhor, como um réquiem.
Um disco completo, como eu disse no começo, MUTE não decepciona, de longe as mais rápidas são as que mais de agradam, destaco as duas primeiras "Resistance", "Fill the Void" em seguida "Allies" e por fim "Black Heart", claro que essas foram as primeiras impressões do álbum, mas faça melhor que isso e escute o mesmo e tire suas próprias conclusões. Ele está disponível no bancamp da banda neste link. Além disso há um "documentário" ou algo assim no youtube oficial da banda de toda a produção do disco, infelizmente está em francês com legendas em inglês, mas aquele velho papo né? Quem quer se vira.

sábado, 30 de abril de 2016

(Split) – Test/DER - O.T.O.M.A.N.O.S.

 Eis que me deparei com esse split muito louco chamado "O.T.O.M.A.N.O.S." você pode pensar que é um simples split de duas bandas tocando 2 sons cada mas estará redondamente enganado. "O.T.O.M.A.N.O.S." é um split onde as bandas "Test" e "DER" compartilham o mesmo baterista, Barata, e assim eles resolveram fazer algo bem experimental, os sons do álbum funcionam assim, no canal esquerdo rola o "DER" no direito "Test" e ambos os sons com a mesma batera, uma ideia genial! Na capa do split vemos uma santa ceia onde Barata se encontra no lugar de Jesus e os membros da banda são os apóstolos, capa genial também, mas vamos falar dos sons. Para escutar tudo direitinho eu fiz questão de ouvir cada música três vezes, uma vez com os dois fones ouvindo os dois canais e o som completo, em seguida só o canal esquerdo, ouvindo assim só o "DER" e depois só o canal direito ouvindo só o "Test", então vamos lá:

 Tudo começa com a faixa "Intro" que é uma apresentação do personagem principal do split, o responsável por esse inusitado encontro, Barata. O solo de batera começa com cara de John Bonhan do Led Zeppelin mas logo vira um grind visceral e rápido. Em seguida temos a faixa "Ahab/Rivais" (Primeiro título é do "Test" e segundo do "DER") e eis que ao ouvir tudo junto parece uma super banda, com dois vocais e guitarras fazendo coisas distintas mas que de certa forma casam, o efeito é muito interessante. Ouvindo separadamente vemos claramente que cada banda tem um jeito diferente de tocar e que só a batera é igual e é isso que faz o som ser brutal e parecer uniforme, o que de fato não é.

Todas as faixas são no mínimo curiosas, após ouvir os dois canais juntos eu sempre ficava curioso pra saber como seria cada um separado, então se você for curioso e batera como eu vai adorar esse split bem bolado e diferente, sonzeira!

sábado, 30 de janeiro de 2016

(Álbum) Ruber's Flight - Ao Sul de Lugar Nenhum

Nesse fim de semana foi lançado o disco do meu trabalho com meu irmão "Ruber's Flight"intitulado "Ao Sul de Lugar Nenhum" não deixe de conferir.



Outros links do projeto:

Facebook
Soundcloud
Bandcamp

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

(Álbum) – Horace Green - Jazz Depois da Meia-Noite

Voltamos, aleluia... ano de 2016 promete.... e já começamos com um belo disco (que na verdade saiu ano que passado).


Jazz Depois da Meia-Noite é o mais novo disco dos paulistas do Horace Green, o disco vem bem maior do que qualquer lançamento anterior da banda com 10 sons muito bem gravados e masterizados. A primeira impressão que tive ao iniciar o disco é uma mudança sutil nos vocais de Shamil, sim, vocês podem dizer que estou ficando maluco, ou surdo, mas o álbum "Madeira" e o EP "Sempre Melhor" soam mais agressivos, consequentemente os vocais são mais agressivos, já no "Jazz" a coisa está mais cantada, sinto que esse disco teve um trabalho instrumental e musical bem legal a banda se permitiu mais e o resultado ficou ótimo (não que antes não fosse bom todos os aspectos). Além disso as letras continuam como em outros álbuns, ótimas. O Horace Green consegue combinar duas coisas que eu gosto muito em música, existe consciência nas letras, existe exploração das habilidades musicais dos membros, escuto linhas de baixo e guitas trabalhadas e arranjos de bateria que são característicos do Fernando (e essa é a parte que eu mais analiso, a batera) além disso tem uma certa pira, uns momentos que a levada do som de faz querer sentir o vento no cabelo andando de skate (eu sempre bato nessa tecla, eu sei). Gosto muito das canções: Chão, Gasolina, Alpha.... Discão, vale muito a pena escutar, aos interessados, escute o som dos caras nos seguintes links: 

Facebook
Bandcamp
Jazz Depois da Meia-Noite

sábado, 24 de outubro de 2015

(Álbum) – One Minute Less - Mute the Minute

A banda é lá de Piracicaba no interior de São Paulo e tem um hardcore melódico de responsa. Conheci os caras no ano de 2014 quando abriram p show da banda canadense "Mute" em São Paulo, quem chegasse cedo com 5kg de alimento teria um meet and greet com os gringos e ganharia o Cd do "One Minute Less", vamos conhecer o material então:
O som dos caras e caprichado, bem gravado e um vocal agudo e limpo. As letras são em inglês, mas o CD vem com encarte, assim dá pra ler e sacar o que tá rolando nas tracks. 

O disco começa com a intro "Meg Ryan" só no violão e voz quando acontece a emenda na canção "Before the say" um hardcore correria que quando rola o som do pedal do bumbo estoura no peito e faz você querer correr. Uma música bem feita com repiques nervosos de batera e solo de guita, além disso tem uma caída., um dedilhado, enfim uma ótima abertura.

A terceira e quarta música mostram pq a banda é hardcore melódico mesmo, o vocal Alan bota a garganta em prova com agudos nervosos. 

Gosto da base da canção "Among the living" no início tem uma base de guita aguda e emenda em um two hands mto bom, um som trampado que dá gosto de ouvir.

"Out reflection" é um hardcore mais pesado e o disco acaba com o som "Mute the Time" que dá nome ao álbum. Enfim um cd curtinho mas que é ótimo de ouvir, por sorte já vi os caras ao vivo e confirmo que vale a pena.

Texto por: Wallace Nunes

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

(Álbum) – All the Post Cards – Fearless

Foto extraida da página da banda A banda All the Post Cards é da cidade de Angra dos Reis e o disco Fearless é o primeiro álbum completo da banda (anteriormente os Eps World of Lies e The Clock Will Understand de 2014 ambos). O disco conta com 10 músicas, todas em inglês, com letras fortes e diversas vezes com cunho político, o disco anima do inicio ao fim, um hardcore melódico agradável e um vocal que dá vontade de cantar junto. A banda músicas que simplesmente grudam na sua mente, quando percebe está cantarolando os refrões enquanto lava louça. Alguns dos sons que eu mais gosto são:

01 – Thanks : Primeira música do disco, começa com um vocal forte acompanhado da guitarra, quando entra a banda da vontade de correr para o circle pit e correr. Uma das minhas músicas prediletas de 2015.

02- Against the Cistem: Segunda música do disco tem uma levada hardcore mais lenta que a primeira, mas gosto muito dessa letra, tem uma mensagem positiva e que me anima toda vez que eu escuto (todo dia, rs)

07 – June and July: Essa música tem uma temática diferente, mesmo com o cunho romântico da canção o hardcore não para, o que faz o som ser incrivelmente bom.

10 – Marighela: Música que fecha o álbum e que ilustra a capa e o nome do disco, “Fearless” era ninguém menos que Marighela, o homem sem medo que ainda nos inspira. A letra da música é muito boa e a levada é incrível, o final com o coro e a voz do Marighela de fundo simplesmente arrepia.


Não sei se existe um físico desse CD, eu o baixei no dia que a banda disponibilizou e já gostei de cara. Espero em breve poder ver os caras ao vivo. É isso ai, para quem quiser mais infos dos caras segue a página da banda: https://www.facebook.com/All-The-Postcards-361796923924297/timeline/



(Obs: Todas as imagens extraidas da página da banda)


Texto por: Wallace Nunes