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terça-feira, 18 de outubro de 2016

(Filme) Joe Strummer: The future is unwritten

Joe Strummer é sem dúvidas um símbolo da música com mensagem e qualidade, um dos lideres do "The Clash" Strummer foi uma alma que nunca se calou. O documentário faz jus ao seu documentado, mostrando depoimentos de amigos, músicos e outros membros do Clash "The future is unwritten" é um relato de toda a trajetória de um jovem que tinha uma ótica muito singular.

Strummer nasceu na verdade Joe Graham Mellor em uma família minimamente abastada, seu pai de origem indiana conseguiu se naturalizar inglês algum tempo antes do nascimento do pequeno Joe, o Sr. Mellor trabalhava como diplomata e representante inglês em outros países, assim sendo Joe (que nasceu na Turquia) e seu irmão David passaram a infância entre diversos países, dentre eles: Turquia, México, Egito e Inglaterra. Uma infância preso em colégios internos só fez com que Strummer cada vez mais moldasse sua personalidade forte e sobrevivente, enquanto o jovem Mellor tendia a liberdade e ao libertário seu irmão se retraiu para lados mais obscuros e éticas retrogradas nacionalistas, mas nem isso conteve o jovem David e em 1970 o mesmo cometeu suicídio.

Strummer começou a cursar artes visuais e a partir dai teve seu primeiro contato com a música, aprendeu a tocar alguns acordes e desses acordes recebia moedas nas ruas para sustentar a si mesmo e os amigos em um Squat que montaram em Londres, era um típico hippie/punk (antes mesmo dessa palavra existir). Quando os Sex Pistols Surgiram Strummer tinha uma banda de skif e depois de algumas apresentações consistentes foi convidado a conhecer alguns caras que estavam a fim de fazer um som, e lá foi ele conhecer Mick Jones e Paul Simon, ali nascia o Clash.

Depois de anos de sucesso e discos icônicos o Clash sem dúvidas entrou para o panteão das grandes bandas, cada disco do grupo cheio de mensagens e misturas de ritmos faziam com que cada vez mais a banda se firmasse no cenário mundial.


Com o fim do Clash Joe participou de outros projetos musicais como trilhas sonoras, bandas e apoio entre outras, mas seu melhor trabalho sem dúvidas foi com a banda "Joe Strummer and The Mescaleros" onde o mesmo continuou a mostrar um pouco mais de sua ótica singular.


Strummer morreu aos 50 anos em 2002 deixando um vazio imenso para os, que assim como eu, são fãs do "The Clash", mas foi um bravo soldado e com certeza marcou a vida e a personalidade de muitas pessoas por todo mundo. Se você nunca ouviu The Clash está uns 30 anos atrasado, mas ainda há tempo, corra e descubra todo o poder do Punk Rock londrino, se você já ouviu sabe do que eu estou falando... Enfim, Joe Strummer: The Future is Unwritten é um filme, um filme não, uma obra prima para celebrar a vida de um homem que acima de tudo não se calou e vale cada um dos seus minutos.




sexta-feira, 23 de setembro de 2016

(Filme) – Breaking Brazilian Bones in Europe Tour

    Eis que depois de anos eu ver esse DVD aqui em casa eu decidi assistir. O documentário conta a história das bandas "Merda" e "Leptospirose" que aconteceu no ano de 2007, seria só mais uma tour de duas bandas brasileiras em terras estrangeiras se não fosse interrompida por um acidente na Alemanha, acidente esse em que o vocalista e guitarrista do "Merda" Fabio Mozine quase ficou paraplégico.
    Apesar das noticias ruins e dos ossos quebrados da galera o documentário não se foca na tristeza não, do começo ao fim só se vê piadas e zoeiras dos caras, eles curtiram cada show que rolou na tour e os after gigs também. Curti muito a parte da Polônia onde um dos anfitriões exige que é a hora de tomar uma vodka, e o pobre câmera man já aparenta uma certa exaustão de bebida naquele ponto da noite. Além da visita em diversos squats pela Alemanha, incluindo o lendário Kopi e toda a estrutura ocupada do lugar.
    Um ótimo recorte da cena europeia e de como as coisas funcionam por lá, apesar de curtinho o documentário é muito bom de assistir, um ritmo legal e agradável. Se você curte um bom hardcore e não tá afim de polgar hoje, vale a pena assistir Breaking Brazilian Bones!

Fotos roubadas da internet.
Caso você queira comprar o DVD:
http://laja.minestore.com.br/produtos/dvd-breaking-brasilian-bones-in-europe

sexta-feira, 13 de maio de 2016

(Filme) – Filmage - The Story of Descendents/ ALL

Tudo começou em um ensaio, meu irmão disse que queria tocar um cover de uma banda que ele gostava. Esse cover era "Silly Girl" e eu improvisei na batera, dias depois fui ouvir e conheci o Descendents, de começo não pirei no som, mas com o tempo fui gostando de algumas músicas, e eis que cheguei ao documentário "Filmage".


Esse Doc. É de 2013 e têm apenas 90 minutos. Ele conta toda a história das banda (Descendents e ALL) com comentários de diversos nomes do meio underground e mainstream americano (Dave Grohl, Fat Mike, Keith Morris, Joey Cape, Mike Herrera, Mark Hoppus e muitos outros).

Ao ver o documentário eu só conseguia sentir um mix de vontade de tocar/cair na estrada e uma certa inveja da banda, a dedicação de Bill quanto as bandas que tocou é algo que toda banda precisa e que poucas vezes encontrei em minhas breves bandas. Podemos entender porque são respeitados e tem uma legião de fãs, o som dos caras é um hardcore muitas vezes rápido pra caramba com letras as vezes non-sense e as vezes emotivas, ou seja, percorreram o caminho das pedras e construíram um verdadeiro legado no punk-rock/hardcore influenciando quase que toda a geração de hardcore melódico dos anos 90.

Parte legal do filme é mostrar os dramas dos integrantes da banda, uma banda que está na estrada a mais de 30 anos evidentemente enfrentaram muitos problemas e mostrar isso é bem interessante porque podemos entender que apesar de serem bons músicos e terem feito a trilha sonora da vida de muita gente os caras também são humanos como eu e você.

 Se você ainda não viu, veja, “Filmage” não é só um documentário para fãs de “Descendents” ou “All” é um documentário para fãs de Punk Rock/ Hardcore, aliás é um documentário para fãs de música no geral.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

(Filme) – Prezado Sr.Waterson

Esse documentário é um deleite para os fãs de quadrinhos assim como eu. O diretor Joel Allen
Schroeder relata algo que talvez muitos dos fãs de Calvin e Haroldo veja semelhança, Joel não se lembra exatamente qual foi a primeira tira que leu, mas se lembra que gostou assim que leu e nunca mais parou. O documentário explora a longevidade da tira mesmo após o seu fim, como pode um quadrinho se manter atual e incrível após décadas de seu fim? Com relatos de fãs de Calvin e quadrinistas atuais e contemporâneos a Bill Waterson (criador e desenhista de Calvin).

Para os fãs elas têm um sentido bem emotivo, pois a maioria se via na pele do pirralhinho bocudo e encrenqueiro. Para os quadrinistas da atualidade é como um exemplo a ser seguido, Calvin é um quadrinho com mensagem e traço impecáveis. Já para os contemporâneos de Waterson, ele era um cara diferenciado que criou um trabalho original e nunca o vendeu, pois o autor não aceitou que fossem lançados produtos, assim sempre terá a essência do que um dia foi. O filme em nenhum momento vai atras do próprio autor, pois o mesmo é bem reservado e o diretor respeita isso, mas ele caça por materiais na cidade natal do mesmo e descobre uma infinidade de tiras originais, lugares que foram desenhados no quadrinho e tiras anteriores a Calvin que já demonstram a genialidade de Waterson.

São 90 minutos que passam como 9, volto a repetir, para os fãs de quadrinho um documentário fundamental. Lançado em 2013, o filme foi selecionado para diversos festivais de documentários, principalmente nos Estados Unidos e recebe nota 6,3 de 10 no IMDB.




Texto por: Wallace Nunes